Copa e Brasil: Os carros mais famosos nos anos das nossas 5 estrelas

A história dos carros também é uma maneira de contar os acontecimentos do nosso país, principalmente o Brasil, que tem em carros e futebol duas de suas paixões nacionais. Aqui, o carro é da família e, mesmo antes de nascer, temos um time do coração. 

E, quando cruzamos as pistas e o gramado, é impossível não lembrar com carinho do que já vivemos. 

O Brasil é o único país pentacampeão do mundo, mas, além de lembrar o que você estava fazendo em cada uma das finais, sabe quais carros dominavam as ruas e as garagens dos brasileiros enquanto a seleção erguia a taça? 

A indústria automotiva nacional mudou radicalmente entre o primeiro título e o último, e vamos fazer essa viagem no tempo nesse artigo. Aperte os cintos e lembre-se dos campeões de venda em cada título.

Carros e mundial: uma junção show de bola

Desde 1982, os mundiais possuem um carro de edição especial para o evento, mas, na maioria das vezes, não são os mais vendidos daquele ano. Esses modelos possuem detalhes, cores e equipamentos exclusivos que fazem alusão à Copa, como mais uma maneira de animar os torcedores. 

Contudo, no dia a dia da população, não eram eles que estavam nas garagens brasileiras e, bem no início das vitórias da nossa seleção, nossa indústria ainda não era tão forte.

1958 e 1962: Os primeiros títulos

Quando Pelé fazia história na Suécia em 1958 e Garrincha no Chile em 1962, a indústria automotiva do Brasil estava dando seus primeiros passos, afinal, no ano do primeiro mundial, fazia apenas dois anos que a Romi-Isetta (primeiro carro nacional) havia sido lançada.

Em 1958, o país ainda possuía uma grande população rural, por isso os veículos precisavam acompanhar essa rotina. O companheiro do trabalho no campo e que também corria nas estradas era o Jeep Willys, o mais vendido do ano.

E a urbanização avançava com mais rapidez, até chegar em 1962, e as estradas e casas brasileiras foram tomadas pelo Volkswagen Fusca, líder de vendas com mais de 38 mil unidades emplacadas. Assim como o Brasil, o Fusca foi um sucesso absoluto que durou décadas.

Foto Internet

1970: O esquadrão do tri

A Copa de 1970, no México, trouxe a maior seleção de todos os tempos para muitos especialistas e fãs de futebol: enquanto Pelé, Tostão e Jairzinho davam um show de bola, as ruas brasileiras estavam na era de ouro dos motores refrigerados a ar.

O Fusca continuava no topo das vendas, impulsionado pelo icônico lançamento do modelo com motor 1500, mas havia uma necessidade das famílias da época que buscavam mais espaço e modernidade. 

Neste ano também outro modelo da montadora fez sucesso, a Volkswagen Variant, um sucesso nas concessionárias, mostrando o poder de um carro maior para abrigar a família que estava crescendo. 

Após o jejum, o tetra em 1994

Foram 24 anos sem levantar a taça, mas, quando Bebeto, Dunga, Romário e outros jogadores entraram em campo contra a Itália, a taça já estava a um passo de ser levantada. Assim como na seleção, que havia mudado, as ruas brasileiras já tinham passado por uma grande revolução.

Com a abertura do mercado para as importações, as opções aumentaram e cada família tinha um veículo que combinava não só com o número de pessoas na casa, mas também com os seus gostos pessoais. 

Em 1994, dois grandes clássicos (que ainda são cobiçados por colecionadores) estavam em alta, o Gol e o UNO. Com o Plano Real, as vendas foram impulsionadas e facilitou a motorização da população. 

O Volkswagen Gol liderava as vendas, mas não muito atrás estava o FIAT UNO, mais conhecido pelo seu custo-benefício e “indestrutibilidade”.

2002: A última taça levantada

Levantamos a taça do Penta há 24 anos, na final da Copa do Japão e Coreia do Sul, com um time que, até hoje, também é referência em bom jogo: Ronaldo, Cafu, Rivaldo, Roberto Carlos, Kaká e outros grandes nomes. Mas, apesar disso, nossa seleção não era uma das favoritas para levantar a taça

Já nas ruas, não havia dúvida de quem estava no topo e quem ficava para trás: O visual quadrado e linhas retas dos anos 90 ficava para trás e deu lugar às linhas arredondadas, painéis digitais, injeção eletrônica e carros mais modernos. 

E, assim como em 1994, o campeão de vendas foi o Volkswagen Gol, dessa vez, a terceira geração, um carro dos desejos da maioria dos motoristas brasileiros da época e até hoje, dos mais saudosos. Na lista ainda tinha carros como o Honda Civic, Toyota Corolla e o Chevrolet Astra. 

Independentemente da época, uma coisa nunca muda: a paixão do brasileiro por futebol e por carros andam sempre juntas. E, para manter o seu companheiro de estrada rodando como um campeão, a Olimpic tem as melhores soluções em ignição e componentes elétricos.