O mercado automotivo mundial está em um período de grandes transformações e inovações com os novos veículos híbridos e elétricos, que ganham cada vez mais espaço nas ruas. E isso pode ser um desafio para mecânicos, afinal, quais as diferenças entre carro elétrico, híbrido e à combustão?
Em outro artigo da Olimpic já falamos dos carros elétricos e sistemas de ignição, por isso, neste queremos comparar os carros tradicionais (à combustão) e os híbridos, que ainda possuem um motor movido a combustível.
Contudo, embora ambos os sistemas tenham o mesmo objetivo fundamental, que é gerar a centelha que inicia a queima do combustível, as condições de trabalho e as exigências tecnológicas mudam bastante.
Continue a leitura e descubra semelhanças e diferenças entre peças de ignição para carro híbrido e à combustão.
O trabalho intermitente e constante
Os veículos híbridos possuem as duas tecnologias, elétrica e à combustão, e elas trabalham de maneira intermitente. Segundo o site Quatro Rodas, é uma maneira de melhorar a eficiência do motor à combustão, dando impulsos extras e economizando o combustível.
Existem diversos tipos de carros híbridos, mas os mais comuns são os HEV (convencionais) e os PHEV (híbrido plug-in). Nesses tipos, os motores se alternam constantemente, ou seja, o motor a combustão pode ligar e desligar dezenas de vezes em um único trajeto.
Já nos carros convencionais, o motor é acionado na partida e funciona de forma contínua até o destino final. O sistema de ignição atinge uma temperatura estável de trabalho e opera sob um ritmo previsível e em sincronia entre bobinas, cabos e velas.
Porém, nos híbridos, a intermitência pode causar a diferença de temperatura e dar um choque térmico em bobinas e velas comuns, pois passam de frias a quentes em questão de segundos, muitas vezes durante o dia, exigindo componentes de alta resistência térmica e isolamento superior para evitar rachaduras ou falhas de isolamento.
Além disso, outros fatores influenciam os materiais de cada peça.
Ciclos de motor
Segundo o site Quatro Rodas, os ciclos do motor definem a eficiência de combustível de cada tipo e são conhecidos como ciclo Otto, Atkinson e Miller, além disso, existe outro, o Budack. O primeiro é mais comum em carros à combustão, já os ciclos Atkinson e Miller são mais modernos e comuns em veículos híbridos.
Esses ciclos modificam o tempo de abertura das válvulas para priorizar a eficiência energética e o consumo de combustível, e, como a mistura ar-combustível e a compressão dentro do cilindro ocorrem de forma diferente nesses ciclos, o sistema de ignição precisa ser extremamente preciso.
A centelha deve ser formada e garantir a queima completa e evitar falhas de ignição que poderiam elevar a emissão de poluentes e prejudicar o desempenho do motor elétrico associado, e isso influencia na composição da peça de híbrido e à combustão.
A degradação do combustível
Os combustíveis são feitos com materiais que degradam e, em veículos do tipo PHEV (plug-in), que podem ser recarregados na tomada e rodam mais com a carga que o combustível, eles estão mais suscetíveis à degradação no tanque.
E quando eles ficam parados por semanas, eles perdem propriedade e podem formar borra. E, quando ele é injetado, esse combustível envelhecido exige muito mais do sistema de ignição para queimar corretamente.
Com isso, bobinas de baixa qualidade ou velas gastas vão falhar imediatamente sob essa condição, gerando acúmulo de resíduos nas pontas dos componentes.
Cuidados na manutenção
Para suportar o desgaste gerado pelas partidas sucessivas dos motores híbridos, a engenharia de autopeças exige materiais de qualidade e que sigam as normas da montadora.
Além de manutenções na frequência indicada, o manuseio de peças de ignição para híbridos exige cuidados, descritos no site da Automec, devido aos sistemas de alta tensão, a substituição de bobinas, cabos ou velas:
Utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, como luvas de alta tensão;
- Seguir o procedimento de desenergização do sistema (remoção da chave de segurança) antes de tocar em componentes periféricos do motor, caso especificado pela montadora;
- Aplicar produtos de marcas que garantam a perfeita isolação e blindagem contra interferências eletromagnéticas.
As peças de ignição para carros híbridos e à combustão cumprem o mesmo papel, mas os modelos eletrificados exigem componentes diferenciados, tecnológicos e precisos para aguentar as intermitências do veículo.
Seja para reposição tradicional ou para a frota moderna de híbridos, a Olimpic continua acompanhando a evolução automotiva, desenvolvendo componentes elétricos e de ignição com a qualidade, a resistência e a precisão que o novo cenário automotivo exige.


